Que cores de roupa combinam com sua pele?

Introdução a O que é tom de pele sazonal?
Tom de pele sazonal é uma maneira de buscar as cores que melhor VOCÊ
Você tem uma camisa que você ama – aquela que realça seus olhos, combina com a sua pele e ilumina a cor de seu cabelo. Por que essa camisa parece ficar melhor em você do que em outras pessoas? Deve ser devido ao seu tom de pele sazonal, também conhecido como cor sazonal.Tom de pele sazonal não se refere às estações do ano – no entanto, os tipos de tons de pele foram agrupados levando-se em conta os nomes das estações. Saber sua “estação” pode ajudar a escolher as roupas que mais combinam com você.Para descobrir qual é a sua estação, primeiramente é preciso saber se a cor de sua pele é fria ou quente. Olhe para o seu antebraço na luz natural – o que você enxerga sob a sua pele? Se você vê as cores rosa e azul e se suas veias parecem azuladas, o seu tom de pele é frio. Se você enxerga o amarelo e veias esverdeadas, então o seu tom de pele é quente.Uma vez que você já tenha descoberto se o seu tom de pele é quente ou frio, é possível saber qual estação lhe cai melhor.- Inverno: se você tem um tom de pele frio e um cabelo escuro, provavelmente a sua estação é o inverno. Pessoas dessa estação devem buscar um contraste entre a cor do cabelo, cor dos olhos e o tom de pele. Dessa maneira, lhe caem melhor as cores vivas como azul, vermelho e o pink, e devem ser evitados os tons neutros, como os tons de terra.- Primavera: tom de pele quente e cabelos mais para o claro – muitas vezes são os loiros, ruivos ou castanho claros. Busque cores claras e brilhantes. Evite cores escuras, assim como vestir algo preto e branco, porque é contraste demais para esse tipo de pele.- Verão: se o seu cabelo e pele são ambos claros com um tom de pele frio, você é “verão”. Busque um tom pastel, suave e neutro e evite cores brilhantes, pois essas chamam muito a atenção sobre sua pele.- Outono: tom de pele quente combinado com cabelos que vão do ruivo ao preto é geralmente “outono”. Como é aqui que se encaixa a grande maioria, é também aqui que se pode combinar um maior número de cores, particularmente os tons de terra e cores fortes. No entanto, os tons pasteis e as cores brilhantes não ficam bem.Não importa qual é a sua estação, há cores que não caem bem para você.
Créditos: Sarah Siddons

* 10 COISAS que NÃO devem ser compartilhadas em redes sociais

Use o bom senso antes de compartilhar informações em sites de relacionamento
A menos que você esteja vivendo numa caverna em pleno ano 2009, você deve saber que sites de redes sociais são a melhor maneira de interagir com outros usuários da Internet. Trinta e cinco por cento dos adultos da Internet têm um perfil em ao menos um site de rede social, e 51% têm em mais de um. Três quartos dos usuários com idades entre 18 e 24 anos têm um perfil online [fonte: USA Today]. O Pew Research Center descobriu que 89% dessas pessoas usam esses sites para manter contato com seus amigos, 57% para fazer planos com amigos e 49% para fazer novos amigos. Facebook, MySpace, LinkedIn, Friendster, Orkut, Sonico, Urban Chat e Black Planet são apenas alguns dos mais de cem web sites conectando ao redor do mundo amigos que estão ávidos por compartilhar seus pensamentos e sentimentos. Mas assim como na vida real, há algo de errado em compartilhar tanta informação. É fácil ser absorvido pelos aspectos sociais de sites como Facebook, mas o que você escolhe compartilhar está lá para todos verem se você não limitar quem pode ver sua informação.O mesmo estudo da Pew Research descobriu que 40% dos usuários dão acesso livre a seus perfis, permitindo que qualquer um veja suas informações. Os outros 60% restringem o acesso a amigos, familiares e colegas. Compartilhar informação pessoal com estranhos pode ser um negócio perigoso, e há algumas coisas que você deveria definitivamente colocar na sua lista "não compartilhe". Vamos listar 10 desses itens neste artigo.
10 - Conversas pessoais
No Facebook, usuários podem enviar mensagens pesoais ou postar notas no mural de outro usuário. O mural está lá para todos verem, enquanto as mensagens são entre o remetente e o destinatário, como em um e-mail. Assuntos pessoais e privados nunca devem ser compartilhados no mural. Você não vai sair por aí com um megafone anunciando uma questão privada para o mundo, e a mesma coisa acontece na Internet. Isso cai no mundo nebuloso da etiqueta das redes sociais. Não há um guia oficial para esse tipo de coisa, mas use o bom senso. Se não é algo que você se sinta confortável em compartilhar com família, conhecidos, colegas de trabalho ou estranhos, então você não deve compartilhar no seu mural do Facebook.
9 - Planos sociais
Compartilhar seus planos sociais para todos verem não é uma boa ideia. A menos que você esteja planejando uma grande festa e convidando todos os usuários com os quais está conectado, isso só fará com que seus amigos se sintam de fora. Há também algumas questões de segurança aqui. Imagine um cenário em que um ex-namorado ciumento saiba que você vai se encontrar com um novo pretendente no sábado à noite. O que impediria seu ex de aparecer no local de encontro e fazer uma cena ou mesmo ser violento? Nada, simplesmente. Se você estiver planejando uma festa ou uma saída com um grupo de amigos, apenas lembre-se de que qualquer um que tenha acesso ao seu perfil poderá ver seus planos.
8 - Linkando sites
Com 51% dos usuários de redes sociais tirando vantagem de mais de um site, há a possibilidade de haver links cruzados de um para outro, especialmente se você tem os sites indicados na sua página. Você pode postar alguma coisa que considere inocente no Facebook, mas aí isso está linkado ao seu perfil de trabalho do Linkedin e você colocou seu emprego em risco. Se você interlinkar seus vários perfis, saiba que o que você posta em um mundo fica disponível para os outros. Em 2009, o caso de um empregado pego mentindo no Facebook virou notícia. O empregado pediu o turno do final de semana de folga porque estava doente e então postou no seu perfil do Facebook fotos suas em uma festa no mesmo final de semana. A notícia chegou ao empregador facilmente e ele foi demitido. Por isso, se você optar por linkar seus perfis, não será mais um cenário "vida pessoal" e "vida profissional".
7 - Informação da empresa
Você pode estar morrendo d vontade de contar pra todo mundo sobre sua nova promoção no trabalho, mas se são notícias que poderiam ser vantajosas para um concorrente da sua empresa, então não é algo que você deva compartilhar. Notícias de uma expansão planejada ou de um grande projeto e qualquer coisa sobre seu local de trabalho deve ser mantida privada. A Sophos, uma empresa de software de segurança, descobriu que 63% das empresas estavam com medo de que seus empregados escolhessem compartilhar em sites de redes sociais [fonte: ReadWriteWeb]. Se você quer enviar uma mensagem sobre a empresa, seja seletivo e envie e-mails privados. Muitas companhias são tão sérias sobre não serem incluídas em redes sociais que elas proíbem seus empregados de usar sites como o Facebook no trabalho. Alguns departamentos de TI até filtram as URLs e bloqueiam o acesso a esses sites, de modo que os funcionários não fiquem tentados a se logar neles. Esse tipo de cuidado da empresa pode dificultar, mas não impede que os funcionários falem sobre ela nas redes sociais. Com os dispositivos de conexão móvel sem fio, com acesso à Internet em alta velocidade, nas mãos de todos, é possível postar notas via telefone celular, smartphone e outros dispositivos sem fio instantaneamente.
6 - Fotos de seus filhos
Os sites de redes sociais são um lugar comum para as pessoas compartilharesm fotos de suas famílias, mas se você está entre os 40% dos usuários que não restringem acesso ao seu perfil, então essas fotos estão lá para todo mundo ver. É um fato triste, mas há muitos predadores que usam a internet para caçar sua presa. Se você posta fotos de sua família e associa a elas informações como "meu marido está fora da cidade este final de semana"ou "o pequeno Pedro está grande o suficiente para ficar em casa sozinho", então a segurança de seus filhos pode estar em risco. Ninguém nunca pensa que vai acontecer com eles, até que aconteça, por isso, a segurança primeiro é um bom modo padrão quando usar um site de rede social. Assim como outros assuntos privados, envie fotos da família apenas a um grupo selecionados de amigos e colegas confiáveis que você sabe que não irão compartilhá-las.
5 - Telefone e endereço pessoais
Arquive-os sob segurança de risco. Se você compartilhar seu endereço e número de telefone em um site de rede social, você se abre para possíveis roubos de identidade e outros perigos pessoais como roubo. Se você postar que está saindo de férias e seu endereço também está postados, então qualquer um saberá que a casa está vazia. Ladrões de identidade podem fazer uma visita à sua caixa de correio e abrir um cartão de crédito em seu nome. Ladrões podem levar da sua casa qualquer coisa de valor. Até publicar o seu telefone dá às pessoas com interesses escusos fácil acesso ao seu endereço. Serviços de busca reversa podem fornecer a qualquer um seu endereço de casa se eles tiverem apenas seu número de telefone.
4- Informação financeira pessoal
Você deve pensar que ninguém compartilharia coisas como em que agência de banco você tem conta ou qual o seu portfólio de ações da Bolsa de Valores. Mas isso acontece. Especialmente com todas essas manchetes de bancos indo à falência e os preços de ações despencando durante a recessão de 2008/2009, é fácil um comentário inocente no Facebook revelar muito sobre suas finanças pessoais. Considere este cenário: Você está postando para uma longa corrente no mural de um amigo sobre a crise bancária. Você diz algo no seu comentário do tipo "Nós não precisamos nos preocupar porque usamos crédito da união para o professor", ou então "Colocamos todos nosso dinheiro em ações de primeira linha e planejamos manter assim". Novamente, se você está entre os 40% que permitem acesso livre a seu perfil, então ladrões de identidade sabem onde você tem conta e onde você coloca seus investimentos. É fácil esquecer que o que pode parecer um comentário inocente num mural do Facebook, poderia revelar-se um grande negócio sobre suas finanças pessoais. É melhor evitar esse tipo de conversa.
3 - Sua senha
Esta aqui realmente parece coisa de quem não tem cérebro, mas se não acontecesse, então o Facebook não sentiria a necessidade de listá-lo como item nº 1 de sua lista de coisas que não devem ser compartilhadas. Até mesmo compartilhar sua senha com um amigo para que ele possa logar-se e checar algo para você pode ser arriscado. Isso é especialmente verdade com casais que acreditam haver confiança suficiente entre eles para compartilhar essas coisas. Aqui está outro cenário: Você dá ao seu namorado a senha do seu Facebook porque ele quer ajudá-la a publicar algumas fotos das férias. Alguns meses depois, a relação azeda e ele se transforma num rapaz nada bonzinho, e aí você tem uma pessoa que não gosta de você e tem suas informações de login. Hora de cancelar sua conta e abrir uma nova. Se você tivesse mantido aquela informação privada, você poderia simplesmente seguir em frente com sua vida. Agora você tem um perfil comprometido, e se tiver links para seus outros perfis de redes sociais, toda aquela informação estará sob risco também. Mantenha sua senha para você e nunca terá de se preocupar com isso.
2 - Dicas de senha
A maioria dos web sites que contêm informação pessoal segura que exige uma senha também têm ao menos uma dica de senha para o caso de você esquecê-la. Geralmente acontece assim: você se inscreve no serviço online de banco e tem uma senha e um nome de usuári, e escolhe uma pergunta de segurança para quando você esquecer sua senha e tentar resgatá-la. Qual era o nome do seu primeiro bicho de estimação? Qual o número do seu primeiro telefone? O nome da rua em que você morou primeiro? Incluir qualquer um desses detalhes no mural do Facebook pode não parecer grande coisa, mas pode fornecer a um ladrão de identidade peças de um quebra-cabeças necessárias para invadir sua conta bancária via Internet. Por isso, pense antes de postar qualquer coisa que puder comprometer essa informação.
1 - Qualquer coisa que você não queira compartilhar
Você pode selecionar todas as configurações de privacidade que quiser em sites de rede social, mas o fato é que, se você postar alguma coisa, ela tem o potencial de ser vista por alguém que você não queira que veja. Sabe todas aquelas aplicações engraçadas do Facebook, quizzes e enquetes que você preenche? Um estudo realizado pela Universidade de Virgínia descobriu que das 150 aplicações mais usadas do Facebook, 90% davam acesso a informações desnecessárias ao funcionamento da aplicação. Por isso, quando você se inscrever para descobrir com qual celebridade do seriado de TV você mais se identifica, dará aos criadores da enquete acesso a informações pessoais suas. Não é difícil adivinhar o que acontece a partir daí. Rede social é compartilhar, por isso, algo que você pensa estar seguro pode ser facilmente compartilhado de novo, e antes que você perceba, alguém que você nem conhece tem acesso a algo privado. "Na dúvida, não poste" é um bom mote a seguir. E sempre se lembre de que qualquer coisa que você compartilhar tem o potencial de vazar de alguma forma.
Créditos: Charles Bryant

Fundamentos e alcance da POP ARTE


No começo dos anos 60, o surgimento da Arte Pop deslocou o centro mundial das artes contemporâneas de Paris para Nova York. Galerias nova-iorquinas começaram a exibir trabalhos de vários artistas que inspiravam-se em materiais encontrados nos meios de comunicação de massa e na cultura popular comercial. Entre eles, estavam Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Claes Oldenburg, James Rosenquist e Tom Wesselmann. Cores brilhantes, desenhos simplificados e temas relativos a nova vida urbana contemporânea eram os elementos que aproximavam suas obras e apontavam para o surgimento de uma nova estética, sem manifestos e sem constituírem-se em um grupo organizado de vanguarda.Alguns anos antes disso acontecer, na Inglaterra um grupo de arquitetos, escritores, intelectuais e artistas britânicos, que se autodenominou “Independent Group”, ligado ao Institute of Contemporary Arts, de Londres, estava interessado em estudar os meios de comunicação de massa e o ambiente da cultura popular comercial. Foram os participantes do Independent Group os primeiros a teorizar sobre uma nova possibilidade de expressão visual, que unisse belas-artes e arte popular, rompendo com as hierarquias elitistas. Tendo a cultura norte-americana como modelo, eles forjaram as referências teóricas para uma nova sensibilidade artística que estava surgindo, definindo-a como popular, efêmera, acessível para consumo em massa, glamourosa, sexy, jovem e um bom negócio.
O trabalho dos artistas britânicos e americanos ocorreu independentemente até os anos 60, sem que um grupo tivesse conhecimento do que o outro estava fazendo. Mas o nome que identificou a estética foi definido pelo crítico de arte inglês Lawrence Alloway. Ao analisar os produtos dos meios de comunicação de massa em meados dos anos 1950, Alloway acabou por cunhar os termos “Por Arte” e “cultura pop” para referir-se a esses produtos.A Pop Arte causou uma ruptura em muitas ideias convencionais a respeito da arte. Ela teve seus fundamentos nos movimentos artísticos do início do século 20, principalmente no dadaísmo e no surrealismo, apesar de serem notadas também as influências do cubismo e do futurismo. O ceticismo e a atitude permissiva do dadaísmo em relação às belas-artes, assim como sua irreverência e postura iconoclasta e suas técnicas, como a colagem e a montagem fotográfica, são elementos dadaístas muito presentes nas obras da Pop Arte. O surrealismo, principalmente devido ao seu interesse pela fantasia e pelo desejo, ecoou na Pop Arte em sua atração pelo consumismo.No começo dos anos 60, era forte ainda uma concepção de arte do Modernismo que baseava-se na separação entre arte e vida. Ao buscar inspiração justamente nas propagandas comerciais, nos meios de comunicação de massa e no design de produtos de consumo popular, entre outros, a Pop Arte contornou esse conceito e apresentou uma nova e revolucionária possibilidade de arte. Esteticamente pode-se caracterizar a Pop Arte, apesar de sua heterogeneidade, a partir do uso de cores saturadas, de formas simples com delineamentos nítidos e supressão do espaço profundo, dos temas inspirados na sociedade de consumo e de um processo de produção semi-mecânico, que utiliza uma transferência direta de imagens, através da serigrafia e de técnicas de colagem.Movimento anti-romântico (apesar do sentimento de nostalgia presente em muitos trabalhos dos artistas britânicos), ou uma “contra-revolução” nas palavras de Warhol, a Pop Arte foi assimilada somente no final dos anos 60, época da qual ela foi uma das principais manifestações artísticas ao revelar suas tensões e seus desejos democráticos. Ao propor que as belas-artes em vez de permanecerem encasteladas descessem de seu panteão e juntassem-se às demais manifestações culturais humanas, a Pop Arte revigorou e ampliou as propostas do Modernismo, vislumbrando uma nova arte acessível a muitos.
A Pop Arte no Brasil
Enquanto na Inglaterra e nos Estados Unidos, a Pop Arte tinha temas pouco politizados (pelo menos na intenção de seus criadores) e era muito inspirada pelos meios de comunicação de massa, no Brasil aconteceu o contrário. Nos anos 60, devido à incipiente dimensão dos meios de comunicação de massa no país, a Pop Arte brasileira ganhou predominantemente ares de engajamento político e de discussão dos problemas sociais. As técnicas de colagem, montagem, serigrafia e alto-contraste foram exploradas nos trabalhos de artistas como Cláudio Tozzi, Rubens Gerchman, Antonio Dias e Wesley Duke Lee. Tozzi foi um dos artistas brasileiros a usar temas dos meios de comunicação de massa e a linguagem dos quadrinhos, como na série de pinturas “O Bandido da Luz Vermelha” (1967).

Expoentes da POP ARTE

Considerado o mais importante e conhecido artista da Pop Arte, Andy Warhol tinha um ateliê em Nova York que se chamava Fábrica, uma “linha de montagem de obras de arte”, e considerava fabuloso o fato de na sociedade de massa consumidores ricos e pobres, famosos e anônimos, consumirem as mesmas coisas. Ele destacava que na nossa sociedade assistir à televisão e beber uma Coca-Cola são atitudes comuns ao presidente da República, a uma estrela de cinema e a um trabalhador qualquer. Warhol aplicou essa mesma forma de pensar na sua arte. Motivos banais, métodos de produção estandardizados e semi-mecânicos (mistura de pintura, serigrafia, estampagem, partes feitas manualmente, partes industrialmente) resultaram nas mais famosas obras da Pop Arte, como seus quadros que reproduziram as sopas enlatadas Campbell’s ou os que imortalizam o retrato de Marilyn Monroe. Com Warhol, a magia da uniformidade e da perda da aura chegou à arte. Outro importante nome da Pop Arte é o artista Roy Lichtenstein, considerado o “pai fundador” do movimento. A adaptação do tema impresso das histórias em quadrinhos para as telas fez Lichtenstein, um ex-recém convertido expressionista abstrato, encontrar seu território artístico no começo dos anos 60. Sua intenção era que suas imagens parecessem, tanto quanto possível, feitas por uma máquina. Os trabalhos de Lichtenstein não traziam uma crítica à cultura consumista, mas eles faziam uma paródia dela. O artista foi um dos primeiros a reconhecer a elevada qualidade de parte da arte comercial, apesar de não ser um apoiador dela. Entre seus trabalhos mais famosos estão suas pinturas sobre guerra como “Quando abri fogo” (1964) e “Whaam” (1963).

Como funciona a Pop Arte

Reprodução: Livro sobre Andy Warhol traz reprodução de sua famosa obrasobre a lata de sopa Campbell's
Reprodução: Roy Lichtenstein levou a estética e a técnica das HQs para suas obras
Introdução sobre a Pop Arte
A Pop Arte anunciou o fim dos limites entre “alta” cultura e cultura popular. A linguagem da cultura urbana, presente nas estéticas dos quadrinhos, dos anúncios de propagandas, do design de produtos e da fotografia, passou a ser celebrada pelas artes plásticas num movimento que irrompeu no final dos anos 1950 quase que simultaneamente na Inglaterra e nos Estados Unidos. Com uma visão irônica e crítica, mas muitas vezes positiva, em relação à cultura, ao consumo e aos meios de comunicação de massa, os artistas da Pop Arte faziam obras atrevidas e revigorantes, que sintonizavam com um mundo que emergia transformado após a Segunda Guerra Mundial. Ao retratar objetos comuns, como latas de sopa, embalagens de sabão em pó, fotografias de artistas, e às vezes até mesmo ao incorporá-los às obras, a Pop Arte se opôs, para muitos, ao Expressionismo Abstrato, representante da “alta” cultura e que dominava o cenário das artes plásticas, e também às pretensões da avant-garde contemporânea. Historiadores afirmam que os artistas da Pop Arte se propuseram a fazer uma arte mais objetiva e universalmente aceita, democrática, que fosse acessível tanto aos conhecedores como a pessoas que não estivessem familiarizadas com o universo das artes plásticas.
Mas nem todos a viam assim. Muitos críticos a acusavam de conformista, burguesa, arte da publicidade que procura nos inserir num mundo consumista, banal e vulgar. A Pop Arte surgiu num momento em que outros fenômenos culturais de massa ganhavam terreno, como a televisão, o cinema holywoodiano, o rock e a música jovem, as histórias em quadrinhos e as ilustradas e coloridas revistas populares. No campo econômico e comportamental instalava-se uma atitude consumista, impulsionada pela impressionante prosperidade econômica dos Estados Unidos no período. A Pop Arte buscou remover os artistas de seu panteão e colocá-los como parte integrante de uma sociedade urbana e situá-los no mundo da produção, do consumo e dos negócios. Andy Warhol, o mais importante representante da Pop Arte, declarou para espanto de muitos que “ser bom nos negócios é o mais fascinante tipo de arte”. O artista britânico Richard Hamilton, outro expoente da Pop Arte, lembrava que “o artista da vida urbana do século 20 é inevitavelmente um consumidor de cultura de massa e potencialmente um contribuinte para ela”.

A Pessoa Talentosa Tem Que Ter C.H.A.P.A.

Ao se analisar a evolução do trabalho, atualmente nos encontramos na Era da Informação e do Conhecimento. E, nestes tempos globalizados, nunca se falou tanto em identificação, atração, retenção, apagão, e “guerra” de talentos. Em ambientes corporativos atuais, onde o trabalho é algo totalmente instável, mutável e volátil, ouve-se cada vez mais que “somente sobreviverão os talentos”, as pessoas talentosas, as pessoas com qualificação para ocupar o lugar para o qual foi contratada e que, com os mesmos recursos que seus colegas, consigam produzir mais e agregar mais valor em comparação com a média. E quem são estas “feras” que toda corporação deseja? Antes de mais nada é interessante relatar que a falta de qualificação profissional é o principal desafio para o recrutamento, segundo pesquisa da consultoria Mercer. Já a pesquisa da consultoria Deloitte, feita em 1936 empresas de 60 países, sendo 65 no Brasil, revelou que as duas causas que mais preocupam os empregadores são a retenção dos talentos-chave (51%) e a atração de novos talentos (42%).
No Brasil, a maioria dos jovens não é contratada devido à sua baixa formação. De acordo com a consultoria Heidrick & Struggles, a falta de profissionais qualificados fez com que o Brasil ficasse em 23º lugar em 2007 e, para 2012, iremos para a 25ª colocação. Se isto é preocupante, está mais do que na hora de as pessoas começarem a se transformar em pessoas talentosas. E como se tornar a “fera” que toda corporação deseja? Inicialmente, tomando consciência de três palavras extremamente importantes.
A primeira é DOM (do latim donu), que significa presente, dádiva. É algo inato, que nasce com a pessoa. É aquele “algo especial” que lhe permite realizar uma determinada tarefa com extrema facilidade. Geralmente é mais observado nas artes e nos esportes.
Para os antigos romanos, cada ser humano nasce com um dom, uma determinada capacidade que lhe foi ofertada por Deus, um presente divino. Para citar apenas um exemplo, lembro de Pelé, cujo dom era jogar futebol.
A segunda palavra é TALENTO (do latim talentum; do grego tálanton). Na Grécia Antiga, tálanton era uma moeda de ouro ou prata e também uma medida de peso. Um talento (tálanton) era igual a 60 minas que, por sua vez, equivaliam a 100 drachmas. Como cada drachma variava entre 4,5 a 6 gramas de ouro ou prata, um talento variava entre 27 a 36 gramas de ouro ou prata. Mais tarde, esta unidade foi adaptada ao sistema monetário romano.
O talento era a moeda dos tempos de Jesus, o Cristo. E foi através de uma de suas parábolas, descrita no evangelho de Mateus (Mt 25:14-30) que talento passou a significar uma habilidade humana. De acordo com a parábola, três pessoas receberam de seu senhor diferentes quantidades de talentos e, sem que soubessem, foram obrigados a prestar contas aos um período de tempo. Aquele que recebeu cinco talentos aplicou-os nos negócios e gerou outros cinco. Aquele que recebeu dois talentos ganhou mais dois.
O terceiro, aquele que recebeu apenas um talento, teve medo e o escondeu: não ganhou nada devido à sua atitude negativa e medrosa. O talento, como habilidade humana, é desenvolvido através de treino, determinação, persistência, disciplina, obstinação, etc. É pelo talento que aprimoramos o nosso dom, tornando-nos capazes de realizar tarefas que, além de trazer resultados, nos tornarão distintos, diferentes, não-ordinários, extraordinários. E aqui também se incluem leituras, pesquisas, freqüência a cursos, congressos, workshops para aprimorar o conhecimento e as habilidades. Voltemos ao exemplo de Pelé, que tinha o dom de jogar futebol. Por que Pelé se tornou um talento? Porque treinava, treinava e treinava. E, por seus dribles inesquecíveis, jogadas de mestre e gols de placa, fizeram com que recebesse o título de atleta do século XX, inicialmente pela revista francesa L’Equipe (1980) e depois pelo Comitê Olímpico Internacional (1999). Daiane dos Santos, Albert Einstein, Michael Jordan, Pavarotti, Tiger Woods, Santos Dumont, Silvio Santos... Todos eles, assim como eu e você, temos um dom que, ao ser desenvolvido, são transformados em talentos. É isto que faz as pessoas serem conhecidas e reconhecidas. O dom e os talentos transformam a pessoa comum na pessoa certa, no lugar certo e na hora certa.
A terceira palavra é VOCAÇÃO (do latim vocare), que significa chamamento, ato de chamar. É aquela voz interior, que vem da alma. É a voz que nos diz o devemos fazer: a que nos ajuda a tomar a decisão mais acertada (intuição??); a que faz com que sintamos prazer em realizar determinada tarefa e, enquanto a fazemos, ela se torna fácil, por mais árdua que seja. “Põe toda a tua alma, põe todo o teu corpo, naquilo que estás fazendo agora”, diz um ditado hindu. Quem segue sua vocação está sempre feliz com o que faz, pois encontrou significado para a sua atividade. Quem segue sua vocação, não trabalha, se diverte, pois encontrou a razão, o significado, para tal. Quem segue sua vocação, tem sempre um brilho no olhar, desde o início até o fim de seu trabalho. Quem segue sua vocação, nunca está cansado, está sempre disposto física e mentalmente. Quem segue sua vocação, renuncia a muitas coisas para ser feliz. Como Sidarta Gautama, o Buda, um príncipe que renunciou a toda a sua riqueza para divulgar suas idéias e sua filosofia de vida. Quem segue sua vocação, está sempre auto-motivado e tem energia para vencer e superar os mais difíceis desafios. Enfim, quem segue sua vocação, descobre, pelo auto-conhecimento, sua missão de vida. Esta comprovação foi observada pelo psicólogo americano Mark Albiou. Ele estudou 1500 jovens recém egressos de suas faculdades e em início de carreira. Deste total, 83% dos jovens buscavam realizar-se financeiramente. Os outros 17% buscavam fazer algo que lhes desse prazer, fazer algo que gostassem, que lhes trouxesse satisfação, ou seja, seguir sua vocação. Após vinte anos, apenas 102, dos 1500, alcançaram o sucesso em suas carreiras, inclusive o sucesso financeiro. Destes 102, 101 pertenciam ao grupo dos 17%. Quem faz o que gosta, o que lhe dá prazer, tem a tendência de fazer cada vez melhor, de obter melhores resultados e ser cada vez mais reconhecido.
A pessoa certa, no lugar certo e na hora certa, que escuta sua voz interior, escuta o chamamento da sua alma, é aquela que se torna a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa e com a razão certa, como bem afirma o consultor Robert Wong. Finalmente, agora podemos voltar à pergunta: quem é a pessoa talentosa que toda corporação deseja? É aquela que sabe qual é o seu dom, aprimora e potencializa seus talentos e segue sua vocação; é o resultado do produto: dom X talento (s) X vocação. C.H.A.P.A. – Ampliando o conceito de C.H.A. Muito já se escreveu sobre a competência pessoal no mundo do trabalho: o tão decantado C.H.A., ou seja, o produto do conhecimento (saber fazer) X habilidade (poder fazer) X atitude (querer fazer).
CONHECIMENTO (saber fazer) é aquilo que recebemos sobre certo assunto, matéria, tema ou questão, através de aulas, cursos, leituras, exemplos, vivendo, etc. Embora conhecimento seja mais teoria, é considerado a base de tudo.
HABILIDADE (poder fazer) se traduz nas experiências que se adquire ao se fazer as coisas na prática, no dia-a-dia, dentro do campo de atuação do profissional. Aqui é que se aplica o conhecimento.
ATITUDE (querer fazer) é ter motivos e razões para o trabalho a ser realizado. É algo muito mais mental do que teórico e prático. Embora um pouco estático, este conceito apresenta uma dinâmica muito interessante. Quantas e quantas vezes, eu, você, todos nós, tivemos que ter (tomar) uma atitude para buscar um novo conhecimento e aprimorar uma nova habilidade?
É o caso daquele médico que resolveu estudar música como hobby e tornou-e um exímio violinista, fazendo desta atividade uma segunda profissão. Ele teve atitude, em primeiro lugar, antes de buscar o conhecimento e dsenvolver a habilidade musical. Desta forma, muitas vezes a sequência atitude→conhecimento→habilidade acaba se tornando um ciclo onde as letras passam a ter outra ordem: de C→H→A para A→C→H, tornando o conceito bem mais dinâmico. Qualquer um de nós conhece pessoas que são verdadeiras “enciclopédias” ambulantes, possuidoras de imensas habilidades, mas que não possuem atitude. E como estas três letras também constituem um produto (competência = conhecimento X habilidade X atitude), quando qualquer delas inexistir, o produto será zero. Isto caracteriza os “postes”, aquelas pessoas que não saem do lugar, não evoluem, e ainda ficam reclamando que o mundo conspira contra elas.
Para Walter Herrera, o aperfeiçoamento das habilidades, a maximização do conhecimento e a racionalização das atitudes, constituem a “excelência”. Estas considerações se fizeram necessárias para que avancemos no conceito de C.H.A. para C.H.A.P.A. Mas, em primeiro lugar, vamos a dois, entre tantos, significados de chapa:
- peça metálica do fogão, lisa, plana, resistente ao calor, sobre a qual se cozem certos alimentos; É sobre uma chapa aquecida que se consegue uma transformação, onde se pode derreter o queijo, tornar líquida a manteiga ou a margarina, fritar um bife ou um ovo, etc.
- companheiro, amigo. Isto foi uma gíria nos anos 60 que, até hoje, as pessoas mais velhas ainda a empregam ao se referir a um amigo: “E aí, meu chapa. Tudo bem?” Ao escolher a palavra CHAPA, agreguei ao conceito de CHA mais duas letras.
O P significa princípios e valores, aquilo que constitui a base do comportamento das pessoas. É o seu modo de ser, calcado em ditames morais, preceitos, que caracterizam e se revelam nas suas atitudes. E a lista é muito longa: confiança, respeito, transparência, comprometimento, flexibilidade, resiliência, perseverança, ética, honestidade, integridade, motivação, cooperação, empatia, perdão, etc., apenas para citar alguns. De que adianta a pessoa ter C.H.A., se suas atitudes não forem calcadas em princípios e valores? De que adianta, por exemplo, você falar sobre sustentabilidade ambiental, se você é daqueles que joga latinhas e bitucas de cigarro no meio da rua? O A final, significa ambiente de trabalho, o qual lhe permite exercer o seu C.H.A., agora agregado pela letra P.
Em dias e ambientes globalizados, onde tempo (fusos horários) e espaço (fronteiras entre países) deixaram de existir, cada vez mais se torna fundamental um conhecimento mais pleno do ambiente onde se trabalha. Por exemplo: um engenheiro de produção deve conhecer ações de venda, de marketing, de finanças, de administração que estejam diretamente relacionadas à sua atividade. Algumas empresas que adotam o job rotation estão exatamente aplicando este A para que seus colaboradores ampliem suas visões do negócio onde estão incluídos. Portanto, caro leitor ou leitora, se o Universo está em constante expansão, se as pessoas estão constantemente crescendo para se tornarem cada vez melhores, é mais do que natural que conceitos também se ampliem, seguindo o dinamismo existente nos tempos atuais. E se você não pensar em crescer, em mudar, em se transformar para melhor, em se “ampliar”, em ter C.H.A.P.A., só posso lhe dizer:
- Cuidado, meu chapa, pois sem C.H.A.P.A. você será rapidamente fritado”.

TRÈS JOLIE

LANÇAMENTO ALTO VERÃO
Praia, sol, mar, por do sol, bicoito Globo, mate leão, baixo Leblon, Carolina Dieckman, Seu Jorge, Maracanã, Mangueira... Samba!!! Tudo é Rio de Janeiro!!! E não existe professora melhor do que esta cidade maravilhosa para nos ensinar como aproveitar e curtir o verão! Vamos começar AGORA!!! Em clima de Rio 2016, de verão, pele bronzeada...venha tomar conosco um Mate Gelado e comer um biscoito Globo e sentir desde já o gostinho da estação mais deliciosa, mais alegre e que mais tem a ver com nós brasileiros e, principalmente, MINEIROS!!!!
A coleção está maravilhosa e estamos lotadas de novidades! Segue imagem ilustrativa de algumas novidades, inclusive o vestido que a carol Dieckman está usando. As marcas da loja charmosa da nossa amiga mineiraXcarioca Mariana Sabagg são: Lolitta, Teca, Lilly Sarti, Talie NK, Auslander, A.teen, Alessa, Coven, Triya, John John, Paula Bahia, Leeloo, Atelier Moretti, Isabella Giobbi para Corso Como.

R. Silva Jardim, 280 - Fundinho 34 3217 2828
Uberlândia, Minas Gerais.

MARIGHELLA

Lançamento EDITORIAL DE MODA

Lançamento Editorial de Moda no Laboratório São José, com parceria do Café Nuance, O Boticário, com maquiagem no evento para os convidados e da Clínica Dermatológica Dr. Jefferson, representante Livia Moura. Obrigada à todos.
Araguari, Minas Gerais.

EDITORIAL DE MODA

ARTE: Leo Strong

THE MAKING OF










Parceiros Editorial de Moda: Queerub, Norma Cury, Maykon Hair, Primeira Cor: Moda em Branco, Lúcia Carvalho: Jóias Alternativas, Alforjje: Calçados e Bolsas, Mimos de Família: Arte Popular, artigos novos e usados, Virgem Maria by Sueli, Emporio Gemesio, Blues Comunicação, Júnior Rodrigues, Tânia Araújo, O Boticário, Café Nuance, Dermoestética Clínica Dermatológica Dr. Jefferson.
Fotografia: Henrique Vieira
Modelos: Ana Flávia Gomes, Ailton Júnior, Lorena Prado.
Araguari, Minas Gerais.

EDITORIAL DE MODA: Revista Evidência






ESPETÁCULO: O CASO dos IRMÃOS NAVES

O GRUPO EmCena de TEATRO APRESENTA O ESPETÁCULO: O CASO dos IRMÃOS NAVES
O maior erro judiciário brasileiro. Num momento em que o Brasil enfrenta graves crises políticas, resultando frequentemente em impunidade, conceitos como justiça, liberdade e igualdade tomam assento nas rodas de conversa em qualquer ambiente, acadêmico ou não. Neste contexto, o Grupo EmCena, no intuito de colaborar para o debate de temas tão importantes leva aos palcos a peça teatral O Caso dos Irmãos Naves.
Trata-se de uma montagem baseada em fatos ocorridos na cidade de Araguari, Minas Gerais, entre os anos 1930 -1950 e que comoveram a opinião pública brasileira. Uma família inteira vítima do arbítrio e da tirania estatal é torturada até o limite das forças de cada um de seus integrantes, a fim de forjar uma confissão apta a colocar fim a suposto crime de latrocínio -roubo seguido de morte -, do qual os irmãos Sebastião e Joaquim Naves eram os principais suspeitos. Sem nenhuma prova sequer, o Delegado Francisco Vieira promoveu uma das maiores barbáries de que se tem notícia, obstinado em sua empreitada absolutamente insana e não menos criminosa de encontrar os culpados ou obter as confissões.
A peça retrata os suplícios infames a que foram submetidos os Naves, despertando no público o sentimento de indignação em face do anacrônico sistema penal brasileiro, estimulando-lhe a necessidade de participarem ativamente do processo democrático de transformação social.
A tragédia que abateu a família não pode ser esquecida e precisa ser levada ao conhecimento das novas gerações. As lágrimas de dor e esperança decorrentes do sofrimento indescritível que tomou conta da vida dessas pessoas não podem ter sido em vão.
As injustiças perduram, dia após dia, na vida de cada um dos brasileiros que vêm seus direitos fundamentais desrespeitados e afrontados. Pune-se o justo, livram-se os injustos e a iniqüidade se perpetua no seio de uma sociedade que não perde as esperanças.
A superlotação nos presídios, a utopia da ressocialização, a fragilidade dos sistemas punitivos estatais trazem à tona esta história de coragem e perseverança. Como uma velha foto esquecida entre as páginas de um livro que há muito não se lê, a Família Naves dormita no imaginário coletivo, no qual mitos e verdades se misturam e se consubstanciam na trágica e legendária história dessa família, agora revelada como nunca dantes.
O Grupo EmCena convida a todos para conhecerem melhor o que verdadeiramente ocorreu naqueles anos difíceis, a se emocionarem com a bravura de Dona Ana Naves, a mãe-coragem que perdeu tudo, menos a fé; a acompanharem as desventuras e os destinos dos irmãos Sebastião e Joaquim e de suas abnegadas esposas, Salvina e Antonia Rita. A montagem privilegia os sentimentos. Vai desde o amor desmedido da matriarca, à crueldade sem limites do Delegado Vieira. A narrativa é dinâmica e conta com o auxílio de belíssima trilha sonora que insere o público no contexto vivenciado pelos personagens. O figurino é resultado de detalhada pesquisa histórica empreendida pelo próprio grupo e que procurou emprestar maior fidedignidade à trama.
Contato:
Públio Carísio de Paula
Tel.: 34.3241.3814 e 8868.7028 Araguari -MG
Ficha Técnica: O Caso dos Irmãos Naves
Tempo de espetáculo: 1 hora e 50 minutos
Texto e adaptação: Henrique Macedo
Elenco:
Fernando Mikael (Tenente)
Thiago Scalia (Joaquim Naves)
Henrique Macedo (Sebastião Naves)
Mariana de Abreu (Dona Ana Naves– fase 1)
Diogo Machado (Dr. Alamy)
Ricardo Fiuzza (Benedito Caetano)
Lídia Soares (Salvina Olina)
Érica Goulart (Antônia Rita)
Ana Macedo (Dona Ana Naves – fase 2)
Guilherme Campos (Solado)
Wenneo (Soldado)
Equipe técnica:
Guilherme Rodrigues (Iluminação)
Luana (Sonoplastia)
Glenda Mara (Cabelo e maquiagem)
Mariana (Contra-regras)
Lucas Aquino (Mídia)
Produção:
Guilherme Rodrigues (Produção Artística)
Públio Carísio (Produção executiva)
Direção:
Fernando Mikael
Thiago Scalia
Figurino e cenário:
Lídia Soares
Érica Goulart
Cartaz: IMAGENS FIGURATIVAS DOS APOIADORES
Mídia: Folder Ingressos Out door

Em cartaz nos dias 23,24,25,31 de Outubro e 1,2 de Novembro
Local: Teatro Odette Machado Alamy (Avenida Nicolau Dorazio, 329) Araguari-MG
Ingresso: R$ 10,00 reais com a apresentação do panfleto
IMPERDÍVEL APRESENTAÇÃO! E com o carinho especial ao meu companheiro de trabalho e ao jovem talentoso acadêmico em Jornalismo, Diogo Machado. Sucesso sempre neste caminho de cultura, informação e profissionalismo. Parabéns ao grupo de teatro EmCena.
Incentive a CULTURA. Seja um parceiro também.

LANÇAMENTO Editorial de Moda


Lançamento do projeto Editorial de Moda para a revista Evidência, do grupo Araguari Comunicações. Evento realizado na Saga Autominas. Emília Fashion: Marielly Fernandes.
Araguari, Minas Gerais.

ArTe: MUTO

EDITORIAL DE MODA


ARTE: Lívia & Leo Strong [A estudante e o designer]

SAMSARA FESTIVAL

NOVA PONTE _Minas Gerais_Camping do Rio Claro Br 452 Km 200
Maiores informações no site: SAMSARA

Tofu ama você!

Um vídeo alemão mostra o mal que faz a produção de carne bovina e suína, tanto para o ambiente quanto para a saúde, e recomenda sua substituição por... tofu.


Créditos: Marcos Guterman

AMOR próprio, AMOR ao próximo, fazer AMOR ... que CONFUSÃO!

Pensar de forma mais rigorosa é condição necessária para quem deseja ser mais feliz.
1. Pensamos por meio de palavras e frases. Em nosso processo de reflexão elas desempenham um papel semelhante ao dos números na matemática. Qualquer erro no uso das palavras determina um engano que, na seqüência dos pensamentos, tenderá a se amplificar e nos conduzirá a conclusões cada vez mais equivocadas. Não se trata de insistir para que sejamos mais atentos ao significado das palavras que utilizamos apenas por purismo ou por um anseio perfeccionista. Trata-se de não utilizarmos mal nossa mente, já que ela funciona a partir das palavras, frases e suas conclusões que delas extraímos. Qualquer erro poderá ter conseqüências desastrosas para nosso futuro. O mais grave é que teremos cada vez mais dificuldade para detectar onde ele está, já que ele costuma se perder na cadeia das nossas reflexões.
2. A forma mais comum de engano no nosso sistema de pensamento deriva de usarmos uma mesma palavra com mais de um sentido. No caso em questão, a palavra é AMOR. Na linguagem coloquial, amor é usado como sinônimo de solidariedade, como amor por tudo e por todos aqueles que estão sobre a Terra. “Eu te amo” é uma expressão usada por um sedutor que conheceu sua "vítima" há poucos minutos e deseja levá-la para a cama. Pessoas alegres e pouco criteriosas se dizem encantadas e amam com facilidade cada nova pessoa que conhecem. Uma pessoa egoísta empenhada em se mostrar feliz consigo mesma não titubeia em afirmar: “eu me amo”. Estamos diante de diferentes usos da mesma palavra: uso equivocado, vazio, idealizado ou maroto. Usamos a palavra amor como o coringa em certos jogos: ela serve para todos os momentos e para todas as situações.
3. Amor é palavra usada e abusada. É dita por quem tem alguma idéia acerca do seu significado e também por aqueles que a repetem apenas por imitação. Usa-se mais a palavra amor do que vive-se o sentimento. E quantas são as pessoas que se sentem felizes no amor? Pouquíssimas. E quem é capaz de definir o que seja o amor? Quase ninguém. E como podemos pretender nos dar bem nesse campo se não sabemos nem mesmo como conceituar o sentimento? Peço licença para propor uma definição de amor. Sugiro que acompanhem com atenção a seqüência do pensamento para que possamos iniciar a desenrolar esse intrincado novelo de lã. A questão é fundamental, pois envolve emoções que nos são fundamentais e em torno das quais temos sofrido muito. Envolve também um exercício de reflexão, uma introdução à arte de pensar com rigor e precisão, condição importantíssima a ser respeitada quando pretendemos nos aprofundar em qualquer setor da nossa subjetividade -- ao menos por aqueles que pretendam desenvolver uma vida íntima rica, gratificante e criativa.
4. Defino o amor como o sentimento que vivenciamos em relação àquela pessoa cuja presença nos provoca a agradável sensação de aconchego. O aconchego é fundamental para nós, já que, desde o nascimento, nos sentimos desamparados, ameaçados, inseguros e incompletos. Nosso primeiro objeto do amor é nossa mãe. O objeto do amor vai se modificando ao longo da vida, mas em cada fase corresponde a um objeto definido. Assim, o amor é um fenômeno interpessoal, já que amamos alguém cuja presença nos aconchega. De acordo com essa definição, não pode existir amor por si mesmo, posto que não me sinto completo e aconchegado quando estou sozinho. Se me sentisse assim pleno em mim mesmo, o mais provável é que não existiria o amor por outra pessoa, uma vez que o convívio íntimo implica em concessões e dificuldades que só são enfrentadas em decorrência dos benefícios que experimentamos a partir dessa intimidade.
5. Não tenho a menor dúvida de que sexo e amor correspondem a impulsos completamente diferentes, apesar de que sempre foram tratados com parte de um mesmo instinto, especialmente por parte da psicologia psicanalítica tão influente no século XX. Temos que ter a coragem de discordar até mesmo dos grandes mestres. Não podemos continuar a repetir suas falas como papagaios. Temos que poder pensar por conta própria. Do meu ponto de vista o sexo corresponde a um fenômeno instintivo que se caracteriza pela sensação de excitação que experimentamos ao tocarmos nossas zonas erógenas. Essa é sua manifestação primeira e que se dá pelo fim do primeiro ano de vida. É evidente que o processo se sofistica principalmente a partir da puberdade, quando surgem as diferenças físicas entre os sexos e onde entra em cena a excitação que deriva dos estímulos visuais e também aqueles que derivam de fantasias que nossa mente é capaz de construir. De todo o modo, as diferenças entre amor e sexo são gritantes: amor é a sensação de prazer que deriva do fim da dor relacionada com o desamparo; sexo é um prazer positivo, já que independe da existência prévia de uma dor ou desconforto. O amor é interpessoal, uma vez que o aconchego depende da presença de uma outra pessoa; o sexo é pessoal, posto que a estimulação das zonas erógenas pode ser feita pela própria pessoa. O amor é sentido por um objeto definido, ao passo que a excitação sexual independe de objeto definido e pode ser despertada por múltiplas pessoas em um tempo muito curto. Amor e sexo são impulsos completamente diferentes, que podem ser vivenciados separadamente. É claro também que combinam muito bem e nada é mais agradável do que trocar carícias eróticas com aquela pessoa que também nos provoca a sensação de aconchego!
6. A partir dessas definições precisas -- e que podem não ser as melhores, substituíveis a qualquer momento por outras igualmente rigorosas -- fica claro como é difícil sustentar como interessantes as expressões “amor próprio”, “amor ao próximo” e principalmente “fazer amor”. Fica difícil também entender como é que se perpetuou o uso de “auto-estima”, já que, de alguma forma significa o mesmo que amor por si mesmo. Vamos tentar desfazer essa confusão passo por passo. Fazer amor é expressão usada como sinônimo de trocas eróticas, o que não tem nada a ver com o fenômeno amoroso. Acredito que a expressão foi cunhada com o intuito de “purificar” os “pecados” do sexo, uma vez que a palavra “amor” daria dignidade e beleza ao que era visto como sujo e indigno. Amor é um sentimento e não se “faz” um sentimento. É comum que as trocas eróticas se dêem entre aqueles que se amam. Porém, não sei se a prática sexual não é mais comum entre os que não se amam -- e que muitas vezes nem mesmo se conhecem. Transar é expressão bastante mais adequada para descrever as trocas eróticas que envolvem um relacionamento sexual.
7. Amor ao próximo pressupõe um sentimento difuso de amor por todas as pessoas, o que não está de acordo com a idéia de que o sentimento só se manifesta em relação a quem nos provoca aconchego. Pode existir uma certa sensação de aconchego quando nos sentimos integrados em um grupo maior, como por exemplo quando nos sentimos parte de um povo, de uma pátria. Penso que a melhor palavra para definir esse outro tipo de aconchego derivado de nos sentirmos integrados em um todo maior é solidariedade. Solidariedade é um sentimento humano sofisticado, através do qual nos integramos em uma dada comunidade. Nos sentimos parte dela, co-responsáveis por seu destino e dispostos mesmo a morrer em sua defesa. Nossa identidade se afrouxa, de modo que nos tornamos antes uma ínfima parte daquele todo e depois nós mesmos. Nosso destino se identifica com o destino daquele grupo. O sentimento pode nos fazer integrado a toda a humanidade, o nos permite entender as palavras do poeta quando ele fala “desses pobres de nós seres humanos”.
8. Outras vezes usamos, inadequadamente, a expressão amor ao próximo para descrever situações nas quais não estamos integrados, mas estamos preocupados com as pessoas que nos cercam. Compaixão descreve um sentimento derivado de nos sentirmos sofridos em virtude de nos identificarmos com o sofrimento daqueles que estão à nossa volta. Determina um desejo de ajudar aqueles que estão necessitados. É um sentimento vivido por alguém que se encontra em uma boa condição, mas que se incomoda com o fato dela não ser compartilhada por outros membros do grupo. Na solidariedade, somos parte do grupo e nos sentimos integrados nele. Na compaixão, estamos fora do grupo e sofremos com as dores dele. Em nenhum dos casos cabe a expressão “amor ao próximo”, quase sempre usada quando nos preocupamos com o destino daqueles que nos cercam e principalmente quando nos preocupamos em ajudar os que estão próximos. Daí outra confusão, através da qual se costuma dizer que “amar é dar”. Amar é amar e dar é dar! Trata-se de dois verbos com significado completamente diferente.
9. Amor próprio e auto-estima derivam da idéia de que existiria um efetivo amor por si mesmo, o que contraria frontalmente a definição de amor que venho defendendo há 25 anos. Acontece que existe alguma coisa que sentimos em relação a nós mesmos. Só que não se trata de um ingrediente amoroso e sim sexual. Não existe amor por si mesmo, mas existe um importante elemento auto-erótico. Existe um tipo de excitação sexual que deriva de nos sentirmos importantes, valorizados, olhados com admiração. Corresponde ao que chamo de vaidade. Vaidade é conceito mais útil do que narcisismo, já que esse último implica na continuidade da confusão entre sexo e amor. Narcisismo não seria amor por si mesmo, mas sim erotismo focado em si mesmo; para esse fim, a palavra vaidade presta melhores serviços. Por força da interferência da razão, a vaidade também está a serviço da preservação da nossa integridade. Ela nos protege contra ofensas sutis à nossa pessoa, aquelas que ferem nossa vaidade. Ela nos protege porque, quando ofendidos , sentimos o oposto da sensação positiva da vaidade, que é a humilhação. Humilhação é a dolorosa sensação que vivenciamos quando somos depreciados, olhados com desprezo ou desdém. Dizemos que temos amor próprio quando nos insurgimos contra situações de humilhação. O termo ideal para substituir amor próprio talvez seja orgulho - ou seria honra? Nos sentimos ofendidos e gravemente feridos quando somos tratados de modo desconsiderado, o que nos provoca a sensação de humilhação, o que ofende nosso orgulho. O fenômeno não é amoroso e a ofensa nos incomoda mesmo quando vem de alguém que mal conhecemos. É claro que nos magoa mais quando somos agredidos por aqueles que nos são caros -- e mais ainda pelo amado.
10. Auto-estima, apesar de estima significar afeição, diz respeito ao juízo que fazemos de nós mesmos. Nossa auto-estima é boa quando somos e agimos de uma forma que nós próprios aprovamos; a auto-estima é baixa quando nós mesmos não estamos concordando com nossos procedimentos. É claro que a opinião dos outros pode interferir em nossa auto-estima. Porém, um elogio ou qualquer ação externa que nos enalteça não nos provocará nenhum efeito se não estivermos satisfeitos com nossas posturas. É fato também que uma crítica vinda de fora, dirigida a quem já está tendo um juízo negativo de si mesmo, será muito mais facilmente absorvida. Não consigo pensar numa boa expressão que substitua “auto-estima” com vantagem. Reafirmo, porém, que não se trata de gostar de si mesmo e que uma boa auto-estima depende de estarmos vivendo de acordo com nossas próprias convicções.
11. O que pensar quando se ouve uma multidão de indivíduos repetirem, sem qualquer esforço reflexivo, que “para ser capaz de amar uma pessoa tem que, antes, amar a si mesma”? A frase lembra aquela que se lê na Bíblia, que pede que amemos o próximo como a nós mesmos. Não sou um bom entendedor do texto bíblico, mas creio que o termo amor foi usado num sentido muito mais amplo do que descrevi nesse texto. Penso que o texto bíblico pede às pessoas que tratem seus semelhantes com a consideração, respeito e zelo que esperam ser tratados. A reflexão é antes de tudo moral, na qual uma pessoa não deveria se atribuir mais direitos do que aqueles atribuídos às outras. Não creio que esteja se referindo ao relacionamento íntimo entre duas pessoas. Por outro lado, se refletirmos sob a ótica da psicanálise, o narcisista -- aquele que, segundo essa teoria, ama a si mesmo -- não é capaz de amar outras pessoas. O amor se concentra em si mesmo por medo de se deslocar em direção ao outro. Medo sim, pois sabemos que o amor envolve risco de sofrimento derivado de uma eventual perda; sabemos que o narcisista é criatura imatura e que, por tolerar maus dores e frustrações, não se arrisca. Assim, não tendo capacidade para amar, apenas espera receber amor dos outros, além de amar a si mesmo. Essa também não é minha convicção, já que pessoas assim imaturas e medrosas não têm boa auto-estima. Fingem estar bem consigo mesmas, mas é só aparência. No fundo, sabem que são um blefe e por isso mesmo se tornam invejosas daqueles que são mais corajosos. Assim, não creio que se amem, de modo que, mesmo se respeitarmos as teses psicanalíticas, não deveriam ser chamadas de narcisistas. Se existisse amor por si mesmo, como já escrevi, provavelmente não existiria o amor como o vivenciamos. Quem é corajoso, ousa amar e tenta aliviar o desamparo através do aconchego que a presença do outro determina. Quem tiver boa auto-estima -- e isso é muito diferente de amar a si mesmo -- será, isso sim, capaz de escolher melhor o parceiro, uma vez que se considerará com direito a uma companhia à altura do julgamento que faz de si mesmo.
Créditos: LÍVIA GONÇALVES ARAÚJO VILELA [PSICOLOGIA CLÍNICA]

FILOSOFIA: O Mito da Caverna X Matrix

Somente Uma Coisa Faz Diferença Em Sua Vida: Suas ESCOLHAS

Você pode ser feliz sendo quem você é, do jeito que você for, ou viver infeliz por não ser quem você gostaria de ser.
Você pode assumir sua individualidade, ou reprimir seus talentos e fantasias, tentando ser o que os outros gostariam que você fosse.
Você pode produzir-se e ir se divertir, brincar, cantar e dançar, ou dizer em tom amargo que já passou da idade ou que essas coisas são fúteis sérias e bem situadas como você.
Você pode olhar com ternura e respeito para si próprio e para as outras pessoas, ou com aquele olhar de censura, que poda, pune, fere e mata, sem nenhuma consideração para com os desejos, limites e dificuldades de cada um, inclusive os seus.
Você pode amar e deixar-se amar de maneira incondicional, ou ficar se lamentando pela a falta de pessoas à sua volta para conversar e trocar experiências.
Você pode ouvir o seu coração e viver intensamente ou agir de acordo com o figurino da cabeça, tentando analisar e explicar a vida antes de vivê-la.
Você pode deixá-la como está para ver como é que fica ou com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta.
Você pode deixar que o medo de perder paralise seus planos ou partir para os planos ou partir para a ação com o pouco que tem e muita vontade de ganhar.
Você pode amaldiçoar sua sorte, ou encarar a situação como uma grande oportunidade de crescimento que a Vida lhe oferece.
Você pode mentir para si mesmo, achando desculpas e culpados para todas as suas insatisfações, ou encarar a verdade de que, no fim das contas, sempre você é quem decide o tipo de vida que quer levar.
Você pode escolher o seu destino e, através de ações concretas caminhar firme em direção a ele, com marchas e contramarchas, avanços e retrocessos, ou continuar acreditando que ele já estava escrito nas estrelas e nada mais lhe resta a fazer senão sofrer.
Você pode viver o presente que a Vida lhe dá, ou ficar preso a um passado que já acabou - e portanto não há mais nada a fazer -, ou a um futuro que ainda não veio - e que portanto não lhe permite fazer nada.
Você pode ficar numa boa, desfrutando o máximo de coisas que você é e possui, ou se acabar de tanta ansiedade e desgosto por não ser ou não possuir tudo o que você gostaria.
Você pode engajar-se no mundo, melhorando a si próprio e, por conseqüência, melhorando tudo que está à sua volta, ou esperar que o mundo melhore para que então você possa melhorar.
Você pode continuar escravo da preguiça, ou comprometer-se com você mesmo e tomar atitudes necessárias para concretizar o seu Plano de Vida.
Você pode aprender o que ainda não sabe, ou fingir que já sabe tudo e não precisa aprender nada mais.
Você pode ser feliz com a vida como ela é, ou passar todo o seu tempo se lamentando pelo que ela não é.
A escolha é somente sua. E o importante é que a vida sempre nos proporciona escolhas e oportunidades.

Pense muito ao se decidir, pois é você que vai carregar - sozinho e sempre - o peso das escolhas que fizer e acredite o preço a ser pago é muito alto.

Terça Insana by Sheila

VERDADE

A porta da verdade estava aberta,
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.
Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só trazia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.
Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia seus fogos.
Era dividida em metades
diferentes uma da outra.
Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era totalmente bela.
E carecia optar. Cada um optou conforme
seu capricho, sua ilusão, sua miopia.
Carlos Drummond de Andrade

Com PULSÃO e DISTÚRBIOS ALIMENTARES

Para evitar a dor mental, o cérebro recorre a uma tática que transfere a dor para o corpo físico, tornando a pulsão uma compulsão.
Para a Psicanálise, este comportamento é uma articulação da mente que não está suficientemente preparada para enfrentar o real e desenvolve recursos de fuga. E ela entende a anorexia como uma invasão da interioridade da filha pela imagem materna. Há uma despersonalização do ser.
O título, assim, com essa dupla cono- tação, é muito atraente para uma discussão que leva em conta essa ambiguidade. Podemos entender com pulsão como: com vida (com pulsão) com energia e, concomitantemente, entender o oposto, (outro lado,) isto é: sem vida, sem energia. Dependendo da intensidade, a pulsão pode virar compulsão, algo como excesso de pulsão, a ponto de provocar uma quebra no sistema regula- dor dos afetos. Com esta observação, podemos considerar que pulsão e compulsão são elementos da mente e ocorrem em diferentes intensidades e momentos da vida. Alguns perdem o equilíbrio emocional de forma muito grave, no entanto, não é o que acontece com a maioria, em que os danos não são excessivos. Todos temos condutas restritivas, faze- mos dietas, exercícios, ou bebemos em festas, mas a compulsão é diferente, ela é o excesso de um determinado comportamento que está associado à descarga de tensão, de dor, de compulsão. Como a dor psíquica não pode ser experi- mentada, ela é canalizada para a ação motora: a compulsão. Signifi ca um agir angustiado, re- petitivo, intenso, e que resulta na anestesiação da dor, transformando-a em dor corporal. O que é psíquico é vivido no corpo, como físico. Na verdade, o corpo vem em socorro da mente, entra em cena para protegê-la de uma dor psí- quica insuportável. Nem sempre temos uma mente sufi cientemen- te forte para suportar uma dor, um sofrimento, ou porque a mente encontra-se frágil, com estafa, ou porque a dor é grande demais, um trauma. Desse ponto de vista já deu para perceber que a Psicanálise não visa à supressão, repressão do com- portamento compulsivo. Seu objetivo é o fortaleci- mento da mente para que esta esteja apta a supor- tar maior intensidade de sofrimento sem precisar recorrer a esse tipo de defesa compulsiva.
Sabemos que a mente é o resultado da intera- ção de recursos internos que são desenvolvidos em decorrência de solicitações internas ou externas. Isso nos remete à ideia de que os distúrbios psí- quicos são recursos mentais altamente sofi sticados e desenvolvidos pela mente como meio de lidar com as exigências do real. Neste sentido, toda a humanidade lança mão desse recurso; o que varia é o grau de intensidade dos estímulos externos e a capacidade psicológica de desenvolver meios, mais ou menos adequados para lidar com tais exigências, e que variem em diferentes momentos da vida. Todos nos utilizamos de mecanismos menos eficientes, no sentido de crescimento e desenvolvimento, em certas situações da vida; são os nossos pontos cegos.
"Diante de uma frustração, o aparelho mental não consegue elaborar uma dor menor"
O que ocorre no atendimento psicanalítico é que, no processo de investigação da mente, as funções psíquicas vão se desenvolvendo e, consequentemente, tornam-se mais eficazes para lidar com suas dificuldades.
Teoria Freudiana:
Freud fornece esclarecedora informação sobre qual é a área que deve ser abordada pela Psicanálise: uma vez esclarecidos os alicerces da teoria freudiana, no caso das compulsões fica mais claro pensar o que ocorre nos distúrbios alimentares em relação à formação da mente.
Os processos psíquicos nessa específica área da mente relacionada ao distúrbio alimentar - algo como um cisto, já que as outras áreas estão preservadas - são muito primitivos em relação ao desenvolvimento global da mente, no sentido de que os recursos para lidar com o real são escassos e pouco elaborados. Nessa instância, a organização mental se articula por meio de princípios rígidos, leis autoritárias, regras definitivas e fixas. Nessa área a mente funciona de acordo com o princípio do prazer, isto é, evitando desprazer a todo custo.
Podemos nos perguntar: o que provoca tanto desprazer nos distúrbios alimentares que faz a pessoa regredir a momentos tão primitivos do desenvolvimento psíquico?
De acordo com a teoria freudiana, observa-se que recursos mais evoluídos da mente estão impossibilitados, neste caso, de seguir seu curso natural. Diante de uma frustração, a dor é tão forte que o aparelho mental não consegue elaborar uma alucinação do prazer que vise a elaboração da dor. Esta condição é necessária para a percepção de emoções e de imagens as quais, armazenadas na memória, resultam em formulações disponíveis para a formação de pensamentos, o que implica na possibilidade de lidar com o real de modo a produzir respostas mais eficientes.
O que ocorre, ao contrário, é uma tentativa última de evitar o aniquilamento psíquico diante da dor. A pessoa desenvolve uma série de recursos intrinsecamente relacionados, que lhe garante não o conforto, mas a sobrevivência. Não uma boa solução, mas a acomodação possível.
Sabemos que, nos casos graves, a fragilidade da mente é tal que o simples existir é motivo de sofrimento, de desprazer. A frase de Guimarães Rosa em Grandes sertões: veredas: "viver é perigoso", nesta situação, é levada às últimas consequências.
As complexas nuances da existência, sutis e microscópicas, que ocorrem quase despercebidamente para a maioria das pessoas, são experimentadas, nesses distúrbios, como a grande dificuldade. E a solução mágica e hipomaníaca encontrada é anestesiar-se na conduta compulsiva ou na desafetação.
Em Trânsito:
Há fases em que o distúrbio, geralmente enquistado, parece romper a membrana do cisto e tomar a pessoa inteira; a matéria do cisto impregna- a totalmente. Neste caso, é como se não houvesse um ego capaz de fazer filtragem dos estímulos da vida, um ego que deseje, que selecione. E a consequência é a compulsão, para o comer, por exemplo, em que a pessoa come indiscriminadamente. Parece que só existe aparelho digestório. Melhor dizendo, só existe comida que entra e sai, sem ser digerida e transformada em alimento. O que conta é o tubo digestório e, mesmo assim, na sua função mais simples que é a de dar passagem. O alimento, tanto real quanto psíquico, está sempre em trânsito. Nada fica. Nada é retido. Nada é selecionado. Não há o que memorizar. Não há sofrimento e dor; ficam eliminados porque não existem.
As relações de conflito do cotidiano, então, são vividas não com o outro, com o meio social, mas com o próprio corpo, com seu organismo, na sua fisicalidade. A competição é vivida entre a pessoa e seu estômago, suas vísceras e sua necessidade de alimento. Nesta área, a pessoa sempre ganha a competição, porque é autoridade absoluta. Como o afeto é basicamente persecutório, o tratamento que vai dar a seu corpo em suas relações afetivas será da ordem da violência. Em relação ao seu corpo, tenta superá-lo, dominá-lo, subjugá-lo à sua vontade autoritária, isto é, à satisfação básica de realizar-se para si própria.
Se os afetos persecutórios não forem realizados na fisicalidade do seu organismo, o que acontecerá com sua mente? Se ela está esvaziada da estimulação externa e da vida interior de ser, se não é capaz de habitar mentalmente o próprio corpo, e se só lhe resta um mínimo de vida mental que é o viver na relação física e concreta com o corpo, nós podemos tirar essa sua única chance e possibilidade de ser? Não temos antes de possibilitar o desenvolvimento da interioridade, do ser psíquico, do estar no mundo? Em decorrência, esse tipo de recurso não se faria menos necessário?Para que se possa dar conta da violência do cotidiano, não é necessário um ego integrado, estruturado? E não dizemos que o ego se estrutura na relação com o outro? A questão é que esse outro, gerador de ego, precisa, por sua vez, estar estruturado.
No caso das anoréxicas, geralmente o afeto é vivido na mãe, e não é percebido como sendo dela própria, mas como sendo da mãe. Contrariamente, também pode ocorrer que a mãe viva o afeto na filha, que é vista como sendo parte da própria mãe, ou uma parte importante de si e não como uma filha, um outro com existência própria. Neste caso, ocorre uma invasão total da interioridade da filha. Observa-se que a vida de relação segue o modelo simbiótico entre mãe e filha, com uma despersonalização de ambas, que tentam preencher um vazio com elementos concretos e não com interioridade.
Cabe à Psicanálise desenvolver interioridade ali, onde só há concretude. Colaborar para o desenvolvimento de elementos psíquicos que se estruturem em forma de uma mente mais organizada, mais potente, com capacidade de sonhar, de encontrar soluções mais sofisticadas mentalmente para as dificuldades próprias da vida.
CRÉDITOS: Cássia A. Nuevo Barreto Bruno

O vendedor de SABEDORIAS.

Frases escritas com ortografia e pontuação sem falhas, assinadas por Salles, poeta e pensador pernambucano. Você levanta os olhos e nota as outras cartolinas, uma fileira de aforismas pregados lado a lado ao longo do viaduto Jacareí:
Outros trazem reflexões curiosas sobre a existência e a arte:
Entre uma cartolina de sabedoria e outra, o pensador insere um recado mais direto, afixado diante de caixinhas de papelão vazia:

Conheça o livre-pensador das ruas Samuel Salles, que tira um troco expondo suas reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais nas calçadas do centro de São Paulo. Samuel diz que sua sabedoria tem origem mediúnica, mas faz dela um uso bem carnal: "Tudo o que ganho gasto no bordel". Sacana, bem humorada, a meio caminho entre Oscar Wilde e o para-choque de um caminhão, a frase surge escrita com pincel atômico em uma uma cartolina branca, colada com quatro pedaços de fita adesiva sobre a calçada. Algumas das frases seguem na mesma toada irônica e crítica, atacando as mulheres, os políticos e a hipocrisia da sociedade:
O cão é o mais inteligente; mas o gato sabe roubar bem melhor.
O homem só descobre que se casou com a mulher errada quando fica desempregado.
O povo elege sempre o candidato certo. Ele só se torna errado depois de eleito.
Se você se considera bonito, charmoso ou inteligente, vista-se de mendigo numa cidade estranha. Só assim você conhecerá o seu verdadeiro valor.
Chupando picolé, um homem com os dedos sujos pela tinta do pincel atômico se ajoelha para substituir fitas adesivas de cartolinas que descolaram da calçada aquecida pelo sol. Veste camiseta, calça, sapatos — tudo limpo, mas desgastado, com aparência de velho, assim como seu rosto retorcido por rugas e marcas debaixo do cabelo branco. A cara maltratada e a roupa gasta fazem pensar num morador de rua. Você se aproxima e resolve perguntar por que ele se dá ao trabalho de pregar aquelas frases na calçada.— É o meu trabalho — responde Samuel Salles.— Escrever?— Pensar.Você joga uma moeda de dez centavos numa das caixas e se afasta. Quando você volta a passar pelo viaduto Jacareí, dali a pouco, Samuel Salles continua por lá. Uma moça jovem, negra e bonita, incomodada com o teor misógino de algumas cartolinas, grita com o poeta e parte pisando forte. Ao se aproximar, você chega a tempo de ouvir Samuel gritando para a moça que se afasta:— Se você acha que é feliz, então não sabe nada. Babaca!Você espera o livre-pensador das ruas se acalmar antes de perguntar sobre sua vida. Samuel conta que esse tipo de reação ao seu trabalho não é incomum. No ano passado, um médico ameaçou bater nele após ler uma cartolina que o irritou ("Eu entendo a alma feminina: tudo o que ela deseja é a segurança de se sentir amada: se ela for amada por um pé-rapado, ela rechaça o coitado; se ela for amada pelo rei do gado, ela abandona um delegado").Natural de Recife, Samuel veio há 25 anos para São Paulo, onde trabalhou como operário, balconista de farmácia e cobrador de ônibus, trampo que lhe rendeu uma hérnia de disco e o obrigou a se aposentar por invalidez aos 40 anos. Tem 55 anos, embora pareça mais. Não é morador de rua, garante: tem residência em Santo Amaro. Estudou só até a oitava série, mas gosta de ler e descobrir novas palavras nos dicionários.— Tenho o gosto literário e musical de um desembargador — afirma. Cita Confúcio, Buda, Platão, Hegel, Salomão e Spinoza entre suas leituras, acrescentando que prefere a música à literatura: — Um livro de poemas de Neruda me emociona, mas depois que leio eu deixo para lá. Uma obra de Chopin ou Mozart eu nunca canso de ouvir.Mas não é dos livros que Samuel tira seu conhecimento. Foi em primeiro de janeiro de 2008 que ele começou a escrever seus ensinamentos e espalhá-los em cartolinas rabiscadas ao longo do centro expandido paulistano, no seu ofício de "ensinar burro a pensar". Tem prontos cerca de 140 aforismas, uma coleção de sabedorias de origem obscura.— Minhas frases têm origem mediúnica. São os espíritos. Não sei se da escuridão ou da razão.Você pergunta quanto ele consegue faturar com as contribuições dos transeuntes.— Tiro noventa, cem reais por dia com esse trabalho — afirma Salles.Você olha para as caixinhas ocupadas por uma dúzia de moedas de cinco e dez centavos e percebe que ele não pode estar falando a verdade, mas acha melhor não contestar:— E o que você faz com todo esse dinheiro ?— Gasto tudo no bordel — responde o sábio. —No bordel as mulheres fazem o que eu quero sem precisar fingir que me amam.O pensador não ama nem é amado pelas mulheres, mas gosta do que o corpo delas pode oferecer:— Tenho coragem de dizer que amo só o corpo das mulheres, não amo a alma. Ninguém é capaz de amar as almas, só Deus. Para Deus, todas as criaturas têm o mesmo tamanho. Quando Samuel fala, você entende porque ele prefere expor idéias nos cartazes em vez de subir em caixotes e gritar suas verdades a plenos pulmões como outros pregadores de rua. Contrastando com a caligrafia legível e o estilo cristalino de sua escrita, a fala do pensador é atropelada e hesitante.— Fiquei muito impressionado com uma frase do Keanu Reeves — Samuel fala em rajadas. Pára, mastiga um monossílabo informe e depois dispara, enfileirando sílabas misturadas que precisam de um ouvido atento para serem decifradas. — Ele disse que seria preciso um alienígena para nos ensinar a como agir para evitar a destruição do mundo.— E você se sente como esse alienígena? — pergunta você.— Não, eu não sou ninguém. Sou um idiota. Comparado a Salomão, eu não sou nada. — E começa a discorrer sobre seu autor bíblico favorito. — Salomão sabia mil vezes mais do que Buda, do que... hum... Pára tudo! — Uma morena de suculentas coxas à mostra passa diante de vocês, fazendo o sábio esquecer os rumos do raciocínio. Para finalizar, você pede uma foto de Samuel Salles para ilustrar esse post.— Foto, não — recusa o pensador. — Tenho medo de ser assassinado, como fizeram com Martin Luther King. [RsssSSSs ... Figura!]
CRÉDITOS:
BOTECO SUJO

E o que é o AMOR?

ENTREVISTA DE BETTY MILAN [1983_ TV Record]
P — Você acredita no amor?
BM —
Piamente. Ainda mais do que na época em que eu escrevi E o que é o Amor? De certa forma eu preferia não mais viver o amor-paixão, pelo que há de melancólico nessa forma de amor. Quem ouviu a Dama das Camélias cantando se lembra da ária em que ela canta Cruz e Delícia. O amor é Cruz e Delícia, é Santa Teresa d'Avila dizendo que quer morrer de não morrer, é Romeu e Julieta se suicidando. Verdade que o amor é mortífero, verdade que o amante é egoísta, a religiosa chega mesmo a dizer que acima do amado está o amor, que a ela menos importa o amado do que a possibilidade de amar.
P — Mas o amor é só sofrimento?
BM —
O amor é trágico mas é ele, por outro lado, que permite superar a condição trágica do ser, permite que esqueçamos a morte e as perdas todas a que nós estamos sujeitos. O amor é uma flor do mal que é um bem, como eu disse no meu livro E o que é o Amor? Ninguém aliás expressou melhor o caráter contraditório do amor do que Camões dizendo: "amor... um fogo que arde sem se ver... ferida que dói e não se sente... contentamento descontente... dor que desatina sem doer".
P — Você acha que amamos o amor?
BM —
Nós humanos tanto amamos o amor que, se o ser amado não existe, nós o inventamos. O Quixote não inventou a Dulcinéia? Não fez e aconteceu por causa dessa invenção? O amor move montanhas, ou melhor, como dizia Dante, move o sol e as estrelas, ainda que ele seja o desejo impossível de fazer um só de dois — dois sujeitos, cada um com um desejo diferente. E como dizia Lacan, o meu analista, a quem eu amorosamente dediquei o meu romance O Papagaio e o Doutor, a razão de ser do amor é essa impossibilidade.

17ª FESTIVAL DE PUBLICIDADE DE GRAMADO _ A VANGUARDA CRIATIVA.

3, 4 E 5 DE JUNHO DE 2009-GRAMADP-RS-BRASIL




O terceiro maior evento do mundo na área, em número de participantes, e o maior da América Latina, o Festival Mundial de Publicidade de Gramado fez história no Brasil desde sua primeira edição, em 1976, atravessando em seguida fronteiras como evento latino-americano, para ganhar na sua continuidade expressão mundial. O sucesso e crescimento contínuo do Festival Mundial de Publicidade de Gramado se dá pela proposta, que veio preencher uma lacuna importante dentro do segmento, agregada as pautas trazidas para discussões e debates, premiações, mas principalmente pela participação de profissionais do mercado nacional e internacional que somam seus nomes ao evento. Cada edição conta com um presidente e patrono, indicados pela ALAP e mercado, além de palestrantes e painelistas que pontuam a propaganda enquanto negócio, em suas áreas de abrangência e afins. Nomes que contribuíram e contribuem para sublinhar com dedicação, trabalho e profissionalismo a trajetória do mundo publicitário ao longo dos anos, a partir da realização do Festival Mundial de Publicidade de Gramado .Entre eles estão: Airton Rocha, Alberto Freitas, Alex Periscinoto, Antônio D’Alessandro, Armando Ferrentini, Celso Loducca, Clemente Câmara, Cristina Carvalho Pinto, Ehr Ray, Fábio Fernandes, Flávio Corrêa, Hiran Castelo Branco, Jacques Bille, Javier Vale, Jayme Sirotsky, José Carlos Gomes Salles Neto, João Saad, José Daltro Franchini, Luiz Basset, Luiz Fernando Levy, Luiz Coronel, Marcelo Serpa, Marcello Serpa, Mauro Salles, Nizan Guanaes, Nelson Sirotsky, Oliviero Toscani, Octávio Gadret, Petit Zaragoza, Peter Georgescu, Petrônio Corrêa, Reinaldo Lopes, Roberto Marinho, Roberto Civita, Roberto Duailibi, Washington Olivetto, entre tantos outros. Parabéns ao presidente do evento, Alexandre Brandão Skowronsky e seus parceiros. Sucesso sempre! E até GRAMADO.

Os 20 álbuns INDIES de todos os tempos.

A NME abriu a votação para os leitores no site. Basta você clicar na imagem e ter paciência para ir clicando de disco em disco (é só dar o número de estrelas que você acha que o álbum merece) que as posições vão alterando. Detalhe: “Ladies”, do Spiritualized, está fora assim como “Doolittle”, do Pixies. E o Killers está em segundo lugar … [Ahã?!]
CRÉDITOS: MAC em "Calmantes com Champagne 2.0"

Show de Caricaturas!













As caricaturas são inconfundíveis ! Do artista Tiago Hoisel .
CRÉDITOS: EDUARDO NEVES.

ARTE na calçada.








O responsável pelos desenhos em giz de cera no asfalto e um apreciador da PERSPECTIVA, porém mais POP é o artista inglês Julian Beever. Ele cria um desenho tão distorcido e tão inclinado, que de um determinado ângulo a ilustração se pareça perfeitamente como uma figura tridimensional, o que chamamos de uma arte anamórfica. Ahã?! ... Bom, vamos lá: "Arte Anamórfica: Imagem ou figura que é representada distorcida para que, ao ser contemplada desde determinado ângulo ou ponto de vista, resulte correcta nas suas proporções. Corrige assim os inevitáveis achatamentos das pinturas situadas a grande altura numa parede ou as deformações realizadas em superfícies curvas, como abóbadas." [".." Informação do Rainy Days _ Cultura inútil para os dias de chuva] Enfim, acessem o site do rapaz e conheçam mais obras interessantes que ele já fez pelo mundo como o "Picasso do Asfalto". Impressionante, não?! CRÉDITOS IMAGENS: EDUARDO NEVES.